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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Afastando a Depressão




(...) A depressão é, sabidamente, uma emoção pesada, porque, uma vez estabelecida, é de difícil remoção. Enquanto ela perdura, a consciência sente-se perturbada e aprisionada, porque a depressão é uma emoção que entra em dissonância com a nossa real natureza, impedindo que nosso Ser encontre possibilidade de expressar-se. Em contrapartida, quando sentimos a emoção leve da alegria, o nosso Ser consegue expressar pelo menos algo de sua natureza real e, por isso, a felicidade flui de dentro para fora sem obstáculo: a consciência sente-se livre.

(...) As emoções e os pensamentos são decorrentes de hábitos, e como (...) há estados pesados e leves, surge a idéia de transformar nossos hábitos emocionais e mentais. Esta arte de transformação dos estados psicológicos era conhecida entre os antigos como meditação e visava a libertação da consciência.

Uma das técnicas mais elementares de meditação é a da substituição. Está baseada no fato de que a mente só se ocupa com um pensamento de cada vez, de modo que a melhor maneira de se livrar de uma emoção pesada é substituí-la por uma leve.

(...) Se observarmos, poderemos descobrir que as emoções nutrem-se das imagens mentais: os pensamentos. Por isso, a maneira correta de adquirir auto-domínio sem acumular repressões inconscientes é dirigir a energia do pensamento para estados leves, pois assim, por falta de nutrientes, os estados pesados gradualmente perderão sua força. Isso acontece automaticamente mesmo que não estejamos conscientes do processo.

É fácil controlar qualquer estado emocional em seus momentos iniciais; entretanto, costuma ser difícil libertar a consciência de emoções pesadas depois dos poucos minutos que elas necessitam para se fortalecer e se estabelecer.

(...) Se nós estivermos a observar vigilantes os movimentos da mente, de momento a momento, pode-se adquirir de modo gradual um domínio de nossos estados psicológicos. Faz-se isso usando a dispersão usual do pensamento a nosso favor, substituindo-os prontamente sempre que necessário.

No caso da depressão, por exemplo, quando percebemos que pensamento está querendo trilhar os labirintos dos nossos problemas sem solução à vista, e que são os que usualmente nos deprimem, chamemos prontamente à nossa atenção os nossos "bons pensamentos em reserva", substituindo, assim, os anteriores que nos conduziriam aos estados pesados. São técnicas elementares, se comparadas a outras mais avançadas, porém são eficazes e precisamos dominá-las antes de poder usar as outras com segurança.


Livro:  "A Tradição-Sabedoria"
Autor:  Ricardo Lindemann (em co-autoria com Pedro Oliveira)
Presidente da Sociedade Teosófica do Brasil
www.sociedadeteosofica.org.br
Transcrito e selecionado do "Jornal Mais Petrópolis"/Dez 2013
www.maispetropolis.wordpress.com

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Lições do Guerreiro Espiritual



O Guerreiro Espiritual


Para um guerreiro espiritual, há três coisas de suprema importância:

A primeira é não perder tempo ou energia com pensamentos e ações destrutivos em relação a outrem. A segunda é não cair na posição de vítima paralisada ou inconsciente, e não alimentar auto-piedade. A terceira é saber atuar como um colaborador da sabedoria universal em todas as situações da vida.

(Kátia Bueno, sobre texto de Carlos Castaneda)

(fonte da imagem: www.youtube.com)


quinta-feira, 15 de março de 2012

Os Cinco Reinos da Paz




Nós temos nosso próprio território de paz dentro de nós, que é composto de cinco reinos - nosso corpo, nossos sentimentos, nossas percepções, formações mentais e consciência. Temos que trazer a paz ao nosso corpo e remover seus conflitos, tensão e dor. Existem também muitas tempestades, aflições e dor no reino das nossas emoções. Temos que aprender a trazer a paz para esse território de sentimentos e emoções.

Quando eu olho para minha caneta, eu tenho uma percepção dela. Se minha percepção corresponde à realidade da caneta ou não é uma questão real - porque vivemos com muitas percepções errôneas. Acreditamos que somos os únicos a sofrer, que os outros estão nos fazendo sofrer e que eles não sofrem de jeito nenhum. Este é um tipo de percepção errônea. Se acharmos tempo para inspirar e expirar e encontrar a paz em nós mesmos, poderemos ver que as outras pessoas também sofrem enormemente, assim como nós, e precisam ser ajudadas, não punidas. Por isso a paz não poderá ser possível sem a remoção dos elementos de percepção. Quando nossas percepções nascem da raiva e do medo, elas não podem ser chamadas de percepções corretas. Por sua vez, nossas percepções erradas dão origem ao medo, à raiva e ao desespero, que podem nos levar a cometer atos de violência, punição e morte. Por causa disso, é muito importante praticar a meditação sentada e andando, para podermos trazer paz ao reino das nossas percepções e remover os elementos errôneos.

O quarto reino é aquele das formações mentais, cittasamskara. Uma formação (samskara) é algo que se manifesta quando muitas condições são reunidas. Uma flor é uma formação física - chuva, o sol, a terra, o tempo, o espaço se reuniram para que a flor se manifestasse. Nosso corpo é uma formação fisiológica. Todas as formações são impermanentes e estão em constante mudança. Nosso medo, nossa raiva, nossa discriminação, esperança, alegria e nossa plena consciência são formações mentais. Na tradição budista, identificamos cinqüenta e uma formações mentais. Quando contemplamos nossa mente, não estamos olhando para um espaço claro e vazio, olhamos para as nossas formações mentais.

Por fim, temos o reino da consciência. Temos que voltar ao lar da nossa consciência, porque nossa consciência é o chão de todas as coisas. Nosso corpo, nossos sentimentos, percepções e formações mentais nascem do chão da consciência. Não somente o nosso corpo contém nossa consciência, nossa consciência também contém o nosso corpo.


Livro "Peace Begins Here:
Palestinians and Israelis Listening To Each Other"
Autor: Thich Nhat Hanh
Tradução: Samuel Cavalcante




(fonte imagem: www.elusapaz.blogspot.com)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

I Ching - Hexagrama 53 - CHIEN


I Ching - Hexagrama 53 - CHIEN - Desenvolvimento (Progresso Gradual)


Uma árvore na montanha se desenvolve devagar, segundo as leis de sua natureza, e assim mantém-se firmemente enraizada. Isto sugere a idéia de um desenvolvimento que avança gradualmente, passo a passo.

(fonte: I Ching - O Livro das Mutações. Prefácio de C. G. Jung. Tradução do chinês para o alemão, introdução e comentários de Richard Wilhelm. Tradução à edição brasileira de Alayde Mutzenbecher e Gustavo Alberto Corrêa Pinto. São Paulo, Pensamento, 1989, p. 164)

***

Desenvolvimento diz respeito ao progresso conquistado nas situações difíceis do nosso destino. Progresso gradual é o meio pelo qual a trajetória desfavorável dos eventos, produzida por atitudes incorretas, pode ser modificada ou revertida. Através do progresso gradual, tanto os grandes como os pequenos problemas da vida podem ser resolvidos.

O progresso e a mudança são necessariamente lentos, porque o crescimento é um processo orgânico. Os processos orgânicos requerem perseverança e fidelidade, uma vez que só são completados pelo trabalho em harmonia com as forças naturais.

(...) O desafio principal é representado pelo tempo. Ficamos com a sensação de que a espera é interminável. Este desafio só pode ser superado pela tenacidade.

(...) Entre os inúmeros atributos discutidos no decorrer do I Ching, a tenacidade é vista como superando todos os assaltos por parte das forças negativas. O eixo da roda, sendo um ponto estacionário ao redor do qual giram os raios, é dado como exemplo de algo capaz de mover cargas pesadas. Assim como as estrelas permanecem em seus lugares, nas respectivas constelações, o Sábio, através da constância, alcança poder definitivo. Constância significa não permitirmos que o ego ou os inferiores nos desloquem do centro de nosso equilíbrio. Isto também significa que não reagimos ao que os outros façam ou deixem de fazer. Conseguimos levar a cabo a tarefa de corrigir nossa própria esfera, porque vemos que, se todos agirem nesse sentido, haverá ordem e justiça na vida, o sofrimento será amenizado. (...)

O esforço em manter a consciência de caráter durante este lento crescimento orgânico permite o desenvolvimento da pessoa, até que ele fique fortemente enraizado, como a árvore. A estatura e tranqüila dignidade da pessoa são um exemplo para todos os que se desenvolvem à sua volta. (...)

(...) Costumamos receber repetidamente este hexagrama quando estamos impacientes, como um sinal para analisarmos o motivo de tal pressa e também impedirmos as pressões do ego, geradoras da impaciência. Se estamos impacientes é porque ainda não chegamos a um acordo com o Destino. Não confiamos no rumo por ele tomado, achamos que estamos presos irremediavelmente num buraco, que não há outro jeito senão forçarmos a situação, agindo à nossa maneira. Nosso ego (coração infantil) prefere fazer alguma coisa a não fazer absolutamente nada. Ser paciente e aceitar é ficar em harmonia com o Destino.

***

O Sábio é aquele (aquela ou alguma coisa) que fala através do I Ching.

Destino é a trajetória dos eventos, até certo ponto provocada por nossas atitudes. Partindo dos fenômenos duais, o Sábio e o Destino levam as coisas a uma conclusão.

Inferiores são impulso corporais e emocionais manifestados freqüentemente como vozes interiores.

(fonte: Carol K. Anthony. O Guia do I Ching. Tradução de Luísa Ibañez. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990, p.308-310, 375)

(fonte imagem: www.lucimensagens.blogspot.com)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Assim Mesmo



"Muitas vezes as pessoas
são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil,
as pessoas podem acusá-lo de interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor,
terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje,
pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,
mas isso pode não ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas,
é tudo entre você e Deus.
Nunca foi entre você e os outros.”


Madre Tereza de Calcutá


(fonte do texto: www.br.answers.yahoo.com)
(fonte da imagem: www.julimarmurat.blogspot.com)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Parábola do Céu e Inferno


Parábola do Céu e Inferno

Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.
- Monge - disse, numa voz acostumada à obediência imediata - Ensina-me sobre o céu e o inferno!

O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:
- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.

O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- Isto é o inferno - disse o monge mansamente.

O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.
- Isso é o céu - completou o monge, com serenidade.

(fonte do texto :

(fonte da imagem:www.casesalvador.blogspot.com)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Não Acredite


Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em conjecturas. Não acredite em algo como verdade por força do hábito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e benefício de todos, aceite-o e viva-o.

Siddharta Gautama, o Buddha

(fonte texto: www.pensador.uol.com.br)
(fonte texto: www.inconscientecoletivo.net)
(fonte imagem:www.rivaldoandrade.blogspot.com)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A História das Coisas






A história das coisas

(vídeo postado no blog Verde Vida Clorofila/www.verdevidaclorofila.com)

domingo, 29 de agosto de 2010

Caminho Espiritual



O amadurecimento no caminho espiritual cria para nós milhares de possibilidades. Toda magia e encantamento das dez mil coisas que surgem diante de nós ganha vida de uma maneira nova. Nossos pensamentos e sentimentos se abrem como uma paleta em expansão. Experimentamos mais profundamente tanto a beleza quanto o sofrimento da vida; podemos ver com novos olhos e ouvir toda a grande canção da vida.

(...) Todas as grandes religiões são apenas conjuntos de palavras e conceitos, cortinas puxadas sobre o grande mistério da vida. Elas são os caminhos que grupos de seres humanos iguais a nós encontraram para interpretar, compreender e se sentir seguros diante da indescritível, impenetrável e sempre mutável canção da vida.

Como honramos esse mistério? A partir de uma perspectiva desperta, a vida é um jogo de padrões, os padrões das árvores, o movimento das estrelas, o padrão das estações e os padrões da vida humana em todas as suas formas. Cada um desses padrões poderia ser chamado de uma canção ou de uma história. (...) Esses padrões básicos, essas histórias, os arquétipos universais através dos quais toda vida surge, podem ser vistos e ouvidos quando estamos serenos, atentos e despertos.

À medida que a nossa visão se abre, podemos fazer indagações extraordinárias. Quais os padrões e histórias que nos foram reservados nesta vida? Qual a forma "individual" que assumimos desta vez? Quais os mitos e histórias que herdamos e quais histórias continuamos acompanhando em face do mistério?

(...) As circunstâncias da nossa vida nos levam a certos temas, a certas tarefas a cumprir, a dificuldades que precisamos enfrentar e a lições que temos de aprender. Convertemos isso tudo na nossa história, na nossa canção. À medida que ouvimos profundamente, podemos escutar qual parte escolhemos, como criamos nossa identidade diante do mistério. Contudo, precisamos perguntar: "É isso que eu sou?"

A prática espiritual é revolucionária. Ela permite que saiamos da nossa identidade pessoal, da nossa cultura e religião, para experimentar mais diretamente o grande mistério, a grande música da vida.

(...) Aqui à nossa volta está sempre o mistério. Essa grande canção tem a alegria e a tristeza como sua urdidura e textura. Entre as montanhas e os vales do nascimento e da morte, encontramos todas as vozes e todas as possibilidades. A prática espiritual não nos pede para colocarmos mais crenças em cima de nossa vida. No seu cerne, ela nos pede para despertar, para enfrentar a vida diretamente.

(...) Veremos como isso pode ser difícil. Encontraremos todas as histórias de dor e medo, o sentimento contraído do eu que se retrai diante das inevitáveis adversidades e sofrimentos da vida. Sentiremos o vazio e a perda na impermanência de nós mesmos e de todas as coisas. Durante um certo tempo da prática, toda a criação talvez pareça ser uma história limitada e dolorosa, na qual a vida é impermanente, cheia de sofrimentos e difícil de suportar. Talvez ansiemos por afastar-nos de suas dores e reveses. Mas essas perspectivas são apenas a primeira parte do nosso despertar.

A segunda parte da grande história do despertar não se refere à perda ou à dor, mas ao encontro da harmonia da nossa própria canção dentro da grande canção. Podemos encontrar paz e liberdade diante do mistério da vida. (...) No processo de transformação, surge uma abundância de novas formas, de novos nascimentos, de novas possibilidades, de novas expressões de arte, de música e milhões de formas de vida. É somente porque tudo está mudando que essa generosa e ilimitada criatividade existe.

O tesouro oculto nos sofrimentos, nas tristezas e dores do mundo é a própria compaixão. A compaixão é a resposta da vida ao sofrimento. Compartilhamos a beleza da vida e o oceano das lágrimas. O sofrimento da vida é parte do coração de cada um de nós, e parte daquilo que nos liga uns aos outros. Ele traz consigo a sua ternura, a misericórdia e uma bondade universal que pode tocar todos os seres.

(...)A prática espiritual oferece a possibilidade de descobrirmos a maior de todas as histórias: de que somos tudo e nada. É possível perceber que todas as coisas estão interligadas na criatividade e na compaixão. (...) Todas as coisas são uma parte de nós mesmos e, ainda assim, de algum modo não somos nenhuma delas e estamos além delas.

Quando escreveu esta simples prece, "Ensinai-nos a querer e a não querer", T. S. Eliot captou a possibilidade de valorizar a preciosidade de cada momento sabendo, ao mesmo tempo, que cada momento logo se dissolveria na grande canção. Podemos conservar cada florescer da vida com um coração aberto e sem apego; podemos honrar cada uma das notas da grande canção destinada a surgir e a passar com todas as coisas.

(...) O coração desperto pode responder à pergunta (...): "Quem pode desemaranhar o emaranhado deste mundo?" Descobrimos um milagre: todas as criações da mente e do coração podem ser transformadas. (...) A descoberta do nosso coração compassivo pode desenredar o nosso sofrimento; o despertar dos olhos da sabedoria pode desenredar a nossa ilusão.

(...) Os sofrimentos criados pela mente podem ser desenredados. Podemos libertá-los e nos abrir àquela grande canção que está além de todas as histórias, ao dharma, que é atemporal. Podemos mover-nos através da vida realizando a nossa parte e, ainda assim, ser livres em meio à vida. Quando as histórias da nossa vida não nos prendem mais, descobrimos algo maior dentro delas. Descobrimos que dentro das próprias limitações da forma (...) está a liberdade e a harmonia que buscamos por tanto tempo. Nossa vida individual é uma expressão do mistério como um todo, e nela podemos repousar no centro do movimento, o centro de todos os mundos.


(fonte: Jack Kornfield. Um caminho com o coração. Tradução de Merle Scoss e Melania Scoss. São Paulo, Cultrix, 1999, p. 292-299)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Fábula dos Lobos


A fábula dos lobos

Numa noite de inverno, um velho apache chamou seu neto para junto da fogueira da aldeia para lhe falar do combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse:
- A batalha é entre dois lobos que vivem dentro de cada um de nós. Um é mau e suas manifestações são a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade e o orgulho falso.
- E o outro?
- O outro é bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou novamente ao avô:
- E qual o lobo que vence, vovô?
O velho índio respondeu:
- Aquele que tu alimentas!

(fonte texto: Jornal Zero Hora - Almanaque Gaúcho - 04/05/2010)
(fonte imagem: google images/lobos)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Sabedoria



Para cultivar a sabedoria, é preciso força interior. Sem crescimento interno, é difícil conquistar a autoconfiança e a coragem necessárias. Sem elas, nossa vida se complica. O impossível torna-se possível com a força de vontade.

***

Deve haver um equilíbrio entre o progresso espiritual e o material. Atinge-se esse equilíbrio por meio de princípios calcados no amor e na compaixão. O amor e a compaixão são a essência de todas as religiões, que têm muito a aprender entre si. O objetivo primordial de todas as religiões é criar seres humanos mais tolerantes, mais compassivos e menos egoístas.

***

A nossa sombra interior, a que chamamos de ignorância, é a raiz de todo o sofrimento. Quanto mais luz houver, menos a sombra se manifestará. A luz é o único caminho para a salvação, para alcançar o nirvana.

***

(...) As principais religiões do mundo — budismo, cristianismo, judaísmo, confucionismo, hinduísmo, islamismo, jainismo, sikhismo, taoísmo, zoroastrismo — possuem os mesmos ideais de amor, o mesmo objetivo de beneficiar a humanidade por meio da prática espiritual, e a mesma determinação de aprimorar seus praticantes como seres humanos. Todas as religiões pregam preceitos morais para o aperfeiçoamento da mente, do corpo e da fala. Todas nos ensinam a não mentir, roubar ou tirar a vida de outras pessoas. A essência de todos os preceitos morais preconizados pelos grandes mestres da humanidade é o não-egoísmo. Esses mestres tinham como objetivo remir os praticantes de ações negativas, frutos da ignorância, e conduzi-los ao caminho do bem.


(fonte:Dalai Lama - os alicerces da paz interior - http://www.eurooscar.com/Dalai1/dalai1.htm)
(fonte da imagem:google images/mandalas)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Final da Jornada


E o final de toda nossa exploração será chegar onde começamos ... e conhecer o lugar pela primeira vez.

"We shall not cease from exploration and the end of all our exploring will be to arrive where we started... and know the place for the first time."
T.S. Eliot

(fonte: http://quotationsbook.com/quote/13496)
(fonte da imagem: http://www.arscientia.com.br)

domingo, 1 de novembro de 2009

A Extinção do Mal


Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza
muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.

Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações
da Misericórdia Divina.

Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.

A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não
pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.

A propósito, meditemos:

O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo:
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a
bênção.

Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe
seja capaz de sanar outro golpe.

Simples ilusão.

O mal não suprime o mal.

Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de
que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre
a força suprema do bem.

(fonte: A extinção do mal - Bezerra de Menezes - texto enviado pelo amigo Carlos Alexandre D. dos Santos)
(fonte imagem: www.cantinhodophotoscape.blogspot.com)

sábado, 19 de setembro de 2009

Pipes of Peace



I light a candle to our love
Eu acendo uma vela para o nosso amor
In love our problems disappear
E no amor nossos problemas desaparecem
But all in all we soon discover
Mas logo descobrimos
That one and one is all we long to hear
Que um e outro é tudo que queremos ouvir

All around the world
Ao redor do mundo
Little children being born to the world
Nascem criancinhas para o mundo
Got to give them all we can 'til the war is won
Temos que dar tudo que podemos a elas até que a guerra esteja vencida
Then will the work be done
Aí então o trabalho estará concluído

Help them to learn
Ajude-as a aprender
Songs of joy instead of burn, baby burn
Canções de alegria ao invés de violência
Let us show them how to play the pipes of peace
Vamos mostrar a elas como tocar as gaitas da paz
Play the pipes of peace
Toquem as gaitas da paz

Help me to learn
Ajude-me a aprender
Songs of joy instead of burn, baby burn
Canções de alegria ao invés de violência
Won't you show me how to play the pipes of peace
Você não pode me mostrar como tocar as gaitas da paz?
Play the pipes of peace
Toquem as gaitas da paz

What do you say?
O que você diz?
Will the human race be run in a day
A raça humana se acabará em um dia?
Or will someone save this planet we're playing on?
Ou alguém salvará este planeta no qual estamos brincando?
Is it the only one?
Será que ele é o único?
What are we going to do?
O que vamos fazer?

Help them to see
Ajude-as a ver
That the people here are like you and me
Que as pessoas aqui são como eu e você
Let us show them how to play the pipes of peace
Vamos mostrar a elas como tocar as gaitas da paz
Play the pipes of peace
Toquem as gaitas da paz

I light a candle to our love
Eu acendo uma vela para o nosso amor
In love our problems disappear
E no amor nossos problemas desaparecem
But all in all we soon discover
Mas logo descobrimos
That one and one is all we long to hear
Que um e outro é tudo que queremos ouvir


(fonte: www.letras.com.br/tradução: www.cifrasfx.com.br)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Canal Aberto



Há uma vitalidade, uma energia, uma inspiração que é traduzida em ação através de você. E como em todos os tempos só existe uma única pessoa como você, esta expressão é única. E se você a bloquear, ela nunca existirá através de mais ninguém e se perderá. O mundo nunca a terá.

Não é sua tarefa determinar o quanto ela é boa, nem o quanto ela é valiosa; nem ficar comparando-a com outras expressões. A sua tarefa é mantê-la sua, clara e diretamente; é manter o seu canal aberto.

Você não precisa sequer acreditar em você mesmo ou em seu trabalho. Você precisa se manter diretamente aberto e consciente dos impulsos que são motivação para você.

Mantenha o canal aberto...

Nenhum artista fica satisfeito...

Não há qualquer satisfação em momento algum. Há apenas um descontentamento estranho, divino; uma abençoada inquietação que nos faz caminhar e nos deixa mais vivos do que os outros.

There is a vitality, a life force, a quickening that is translated through you into action, and because there is only one of you in all time, this expression is unique. If you block it, it will never exist through any other medium and be lost. The world will not have it. It is not your business to determine how good it is, nor how valuable it is; nor how it compares with other expressions. It is your business to keep it yours, clearly and directly, to keep the channel open.

You do not even have to believe in yourself or your work. You have to keep open and aware directly to the urges that motivate you. Keep the channel open...No artist is pleased...There is no satisfaction whatever at any time. There is only a queer, divine dissatisfaction, a blessed unrest that keeps us marching and makes us more alive than the others.

--Martha Graham to Agnes DeMille

(fonte: www.wail.com/wail-inspiration; tradução de Flávia Furquim)
(fonte da imagem: google images/marta graham)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O Amor



A verdadeira medida do valor de um homem é sua capacidade de se harmonizar consigo mesmo e com o mundo que ele está permanentemente ajudando a criar. (...) O amor é o único atributo que faz a humanidade atingir a igualdade.
(...)
Se alguém passar a vida toda aprendendo, faria bem em aprender a amar, pois somente quando percebe que o amor é a razão da vida é que o homem começa a sentir harmonia dentro de si.

Assim, seja o que for que procure, ele sempre descobrirá que a capacidade de amar é o que faz a sua jornada pela vida valer a pena.
(...)
Quando o homem consegue amar a vida com todo o seu ser, começa a tornar-se cônscio de uma presença maravilhosamente sincera dentro de si, que sempre lhe revela a verdade sobre seus sentimentos.
(...)
É muito freqüente as pessoas questionarem sua aceitação em termos dos sentimentos dos outros, e fazerem disso o critério de validade de sua vida. Entretanto, dessa forma estão tentando agarrar-se à circunferência de um círculo, sem conhecer seu centro. As pessoas, inconscientemente, tendem a exigir o amor íntimo do outro sem perceber que só podem ser amadas quando, primeiro, são capazes de amar a Deus. É dessa capacidade que vem a razão individual para amar a si mesmo, a tudo o que faz na vida e às pessoas e às circunstâncias que ela tem a sorte de encontrar pelo caminho.
(...)
No mundo moderno, tendemos a pensar em realização e amor como dois caminhos nitidamente separados. Entretanto, não há realização duradoura sem amor. Esta sempre foi a maior verdade do universo para todos os que percebem o seu tremendo poder. Os grandes homens e mulheres tornam-se grandes porque gostam do que fazem.
(...)
Entretanto, um grande homem nunca conhece de fato a própria grandeza. Ao contrário, sente apenas o amor que o incita a continuar pelo caminho que o leva constantemente a concretizar o que há de mais autêntico em sua alma.

Quando (...) o amor torna-se a essência fundamental da vida de uma pessoa, sua consciência assume uma simplicidade e uma honestidade que dão sentido à sua personalidade e perspectiva à sua visão, para que ela saiba que tudo o que pensa e faz, tudo que sente e, na verdade, a própria razão da sua existência consiste em viver a lei natural da harmonia que, a cada momento, é o seu guia - e o guia do universo em vive.(...)

(fonte: Martin Schulman. Vênus: a dádiva do amor. Tradução de Carmen Youssef. São Paulo, Pensamento, 1992,p. 114-117)
(fonte da imagem:www.flickr.com/galeria de Felipe Paim)

domingo, 29 de março de 2009

É Preciso Saber Viver




É preciso saber viver

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver, saber viver!

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